Tubarões estão evoluindo para andar em terra firme

Os tubarões são mais antigos do que os dinossauros, mas continuam evoluindo, eles existem há cerca de 400 milhões de anos, precedendo os dinossauros por 200 milhões de anos.

 

Cientistas encontraram quatro novas espécies de tubarão que podem caminhar no fundo do oceano usando as barbatanas.

As nova espécie parece ter evoluido recentemente, há cerca de 9 milhões de anos, os tornando a espécie de tubarão mais jovem no planeta.

 

 

Relógio molecular

 

Geneticistas da Universidade de Queensland, do Instituto Indonésio de Ciências, da Organização Australiana de Pesquisa Científica e Industrial (CSIRO) e da Universidade da Flórida, decidiram determinar quando essas criaturas curiosas evoluíram dos seus ancestrais usando uma técnica chamada “metodologia de relógio molecular datado”. Que usou amostras genéticas de recortes de barbatana de tubarão - exatamente como recortes de unhas para humanos - para comparar as mutações em cada espécie de tubarão para estimar a data em que cada uma se ramificou em uma nova espécie.

 

 

Especiação

 

A especiação geralmente acontece quando indivíduos de uma determinada espécie, por algum motivo, se separam de sua população principal e, se tiverem sorte o suficiente para sobreviver e se reproduzir, eventualmente a evolução levará essa nova população em uma direção diferente e freqüentemente levará a uma nova espécie.

 

 

Os tubarões ambulantes têm características únicas, das quais não são compartilhadas com outras espécies e possuem alta resistência a ambientes com baixo nível de oxigênio.

 

Com menos de um metro de comprimento, em média, os tubarões ambulantes não ameaçam as pessoas, mas sua capacidade de resistir a ambientes com pouco oxigênio e caminhar usando as nadadeiras, lhes dá uma vantagem notável sobre suas presas, como crustáceos e moluscos.

As descobertas elevam o número total de espécies conhecidas de tubarões ambulantes para nove, embora se suspeite que ainda há mais para serem identificadas.

Todos eles vivem nas águas entre a Austrália e a Nova Guiné, o que significa que são mais vulneráveis à extinção devido a uma catástrofe ou alteração do nível do mar devido às mudanças climáticas.

 

Fonte: conservation.org, uq.edu.au, globalnews, estudo

 

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