Tempestade solar poderosa esmagou a Terra durante ciclo solar mais calmo - e os cientistas acham que a Terra não está preparada para outra igual

Há 9.200  (nove mil e duzentos) anos uma tempestade solar assolou o planeta (desculpe a redundância), deixando cicatrizes no gelo da Antártica e Groelândia, e os cientistas acham que a Terra não está preparada para outra.

Uma tempestade de tamanha potência atualmente sucatearia todo o sistema de comunicação moderno. 

A tempestade em questão parece ter ocorrido durante o solar mínimo, o período de 11 anos do ciclo solar onde as atividades da nossa estrela é geralmente mais calma e tempestades solares são menos comum. 

Os pesquisadores estão preocupados porque descobriram que tempestades solares desse tipo podem acontecer a qualquer momento, inclusive quando menos esperamos - alguma novidade aqui? -

As tempestades solares ocorrem quando as linhas do campo magnético na coroa solar (a parte mais externa da atmosfera do sol) ficam emaranhadas e, em seguida, voltam violentamente ao lugar. 

Essa reconexão magnética repentina pode liberar enormes ondas de plasma e ejeções da coroa solar, que navegam pelo espaço até atingir o nosso querido planeta azul.  Quando atingem o campo magnético da Terra, o comprime, causando o que chamam de tempestade geomagnética. 

Tempestades geomagnéticas leves podem danificar satélites e interromper transmissões de rádio;  tempestades severas, como as "tempestades do Dia das Bruxas" de 2003, podem causar quedas de energia generalizadas em todo o mundo e danificar permanentemente a infraestrutura elétrica, como transformadores de energia. 

Alguns pesquisadores temem que uma tempestade solar suficientemente grande também possa devastar os cabos de internet submarinos do mundo, resultando em um “apocalipse da internet” que deixa grandes pedaços da população mundial desconectados por meses. 

Os satélites conseguem monitorar diretamente as tempestades solares.  Mas encontrar evidências de tempestades antigas requer algum trabalho de pesquisa de nível atômico.  Os autores do novo estudo procuraram evidências de partículas especiais conhecidas como radionuclídeos cosmogênicos – essencialmente, isótopos radioativos (versões de elementos) criados quando partículas solares carregadas colidem com elementos na atmosfera da Terra.

Essas partículas radioativas podem aparecer em registros naturais, como anéis de árvores e núcleos de gelo.  No estudo, os autores analisaram vários núcleos de gelo perfurados na Antártida e na Groenlândia. 

Núcleos de ambos os locais mostraram um pico notável nos radionuclídeos berílio-10 e cloro-36 há cerca de 9.200 anos, indicando que uma poderosa tempestade solar varreu a Terra naquela época.

Uma análise mais aprofundada dos núcleos mostrou que a tempestade era particularmente poderosa – talvez no mesmo nível da tempestade solar mais poderosa já detectada, que ocorreu durante um máximo solar entre os anos 775 a.C.  e 774 a.C.

 

 

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